Design Sprint é uma metodologia de trabalho colaborativo e ágil criada no Google Ventures para criar e testar novas ideias.
Antes de mais nada, é interessante conhecer as metodologias que deram origem ao Design Sprint: o design thinking e as metodologias ágeis de desenvolvimento.
Design Thinking é uma abordagem colaborativa para gerar ideias e insights para resolução de problemas, colocando as pessoas no centro do desenvolvimento do projeto. Alia a criatividade para gerar soluções para os problemas e a razão para analisar, de forma sistemática, as soluções criativas apresentadas.
É uma metodologia que tem sido adotada por indivíduos e organizações, tendo se tornado bastante conhecida nos últimos anos.
Sua premissa básica é a de entender e utilizar os métodos que os designers usam para criar soluções, adaptando essa forma de pensar aos problemas relacionados às organizações, revigorando os processos de criação e elevando os níveis de inovação.
Desenvolvimento Ágil são metodologias utilizadas no desenvolvimento de software que facilitam a criação de uma estrutura conceitual para gestão do desenvolvimento de projetos de engenharia de software.
Existem inúmeros frameworks de processos para desenvolvimento de software. Talvez o mais conhecido no Brasil seja o Scrum.
No Scrum, os projetos são divididos em ciclos de trabalho bastante focado, chamados de Sprints. Como a maioria dos métodos ágeis, o Scrum tenta minimizar o risco do desenvolvimento do software através dos Sprints, que levam em torno de 5 dias.
Cada Sprint é como um projeto de software em miniatura (ou seja, o desenvolvimento completo de um pedaço do software a ser projetado) e inclui todas as tarefas necessárias para implantar uma nova funcionalidade: planejamento, análise de requisitos, projeto, codificação, teste e documentação.
O Valor do Design Sprint
Vivemos numa época onde as distrações e interrupções chegam por todo lado. No dia a dia, mensagens de WhatsApp, notificações diversas, redes sociais, ligações, reuniões e e-mails fazem com que períodos longos de trabalho ininterrupto e concentrado sejam cada vez mais raros e difíceis de se conseguir.
Com isso em mente, baseado na metodologia design thinking e nos sprints do método ágil de desenvolvimento, Jake Knapp e sua equipe no Google criaram um modelo ágil, concentrado e intenso de trabalho para sair do problema indo até o estudo de soluções e prototipagem em 3 a 5 dias.
Podemos utilizar o Design Sprint para branding, planejamento de comunicação, prototipação de um novo produto, dentre outras atividades.
Para um Design Sprint de branding, por exemplo, dividimos o trabalho da seguinte forma:
Dia 01 – ENTENDIMENTO
- Entendimento e mapeamento do contexto.
- Descoberta do propósito da marca (Golden Circle).
- Segmentação do público-alvo e definição de buyer personas.
- Proposta de valor.
Dia 02 – POSICIONAMENTO
- Posicionamento e brand persona.
- Brand Compass.
- Moodboard de referências visuais.
Dia 03 – PROTOTIPAGEM
- Logo.
- Manifesto.
- Vídeo institucional.
- Posts para redes sociais.
Quem deve participar do Design Sprint?
É fundamental montar um time interdisciplinar, com olhares diferentes e complementares para um mesmo problema, e que trabalhe em de forma colaborativa e harmômica.
Desse modo, conseguimos fazer com que a mágica aconteça e soluções inovadoras e eficazes sejam criadas, às quais os participantes têm um sentimento de pertencimento e co-autoria.
Dependendo dos objetivos do Sprint, a presença de profissionais de diferentes funções se faz necessária. Mas, em geral, o time é formado mais ou menos assim:
- Facilitador: é quem organiza o Sprint.
- Tomador de decisão: sócio, CEO, diretor de marketing etc.
- Especialistas: dependo dos objetivos e protótipos a serem entregues, é necessária a presença de diretores de artes, redatores designers, vídeo makers, roteiritas, especialistas em branding etc.
- Comunicação / marketing / mídia.
- Tecnologia.
- Consumidor / usuário.
Conclusão
Desde que começamos a utilizar essa metodologia, vimos um salto de produtividade, qualidade criativa, inovação e nível de satisfação dos clientes.
O Design Sprint não é uma panaceia para todos os problemas, mas pode ser bastante útil especialmente quando o assunto a ser tratado tem alto grau de importância estratégica para a empresa e o objetivo é relacionado a criação, branding, lançamento de produtos ou inovação.
Também é importante saber que a metodologia se propõe a gerar a prototipação de projetos. Após o encerramento do Sprint, ainda será necessário trabalhar bastante para se chegar a resultados finais satisfatórios.
Você já teve experiências ou tem dúvidas sobre essa metodologia? Deixe seus comentários abaixo. Para saber sobre orçamento de serviços relacionados a Design Sprint, envie um e-mail para comercial@agenciaazul.com.br
Até a próxima!
Sobre o autor:
Tito Santos é Co-Founder e CEO da Agência Azul. Desde 2008, quando fundou a Azul, vem ajudando a construir o sucesso de marcas como como Uncle Ben’s (Mars), Twentieth Century Fox, Amil (UnitedHealth Group), FQM Melora, Cervejaria Devassa (Heineken), Rede D´Or, Bodytech, Shopping Leblon e Editora Record, dentre outros.